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terça-feira, 1 de junho de 2010

O que nos motiva?

Em tempos onde cada vez mais procuramos uma maneira diferente de mobilizar, envolver, motivar e engajar as pessoas, segue um vídeo excelente, com um trecho de uma palestra do inglês Dan Pink, sobre como, às vezes, nós fazemos avaliações erradas nesse sentido.

É bem corrido mas a ilustração do pessoal da Cognitive Media ajuda bastante na compreensão...


Muito bom!

E acho que fica a reflexão... Estamos incentivando nossos funcionários da maneira certa? Ou mesmo: estamos nos motivando corretamente?

As descobertas trazem conclusões interessantes sobre o esforço de motivar pessoas... uma abordagem diferente das tradicionais (de Sigmund Freud, de Abraham Maslow, de Frederick Herzberg, da PNL etc.) que vale a pena conferir.

É sempre bom reavaliarmos as estratégias de tempos em tempos.

Espero que gostem...


Abraços,
Newton





quarta-feira, 31 de março de 2010

Mc Donald’s faz parceria com Nintendo para treinamento


Quem assiste as minhas aulas de Gestão de Serviços sabe o quanto eu falo sobre Marketing Interno, ou endomarketing, e ressalto a importância do treinamento como requisito para a prestação de serviços de qualidade superior.

O McDonald’s do Japão, sabendo disso, resolveu fazer valer a frase “time is money” e vai implementar uma ação esperando reduzir pela metade o tempo destinado ao treinamento tradicional dos funcionários.

Em parceria com a Nintendo, a cadeia de fast food vai desenvolver um jogo para ensinar aos funcionários como deve ser feita a preparação adequada de alimentos, por meio do console portátil Nintendo DS.

O jogo, chamado “eSmart” vai passar a ser implementado no final deste ano. Calcula-se que a rede comprará e instalará cerca de 7,4 mil consoles, em cada uma das 3.700 localidades no Japão. Serão 200 milhões de ienes (cerca de US $ 2,2 milhões) sobre o novo programa de treinamento.

Com isso o McDonald's acredita que poderá cortar pela metade o tempo destinado a treinamento, comparando com o usualmente gasto com a utilização dos métodos convencionais, e obter mão-de-obra qualificada de maneira mais eficaz.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dicas de como ser um bom gestor de pessoas

Você conhece a bem sucedida rede de fast food Camarão & Cia?

Como ela é uma das maiores empresas no seu segmento, resolvemos fazer algumas perguntinhas
ao diretor de novos projetos deles Carlos Alberto Guerra. Ele, que atualmente é consultor sênior da BlueOcean Consultoria, atuando em projetos de estratégia e estruturação de empresas, fala um pouco sobre gestão de pessoas e dá algumas dicas de como ser um bom líder.

Espero que gostem.

Newton


Qual a importância da Inteligência Emocional na Gestão de Pessoas?


Desenvolver a Inteligência Emocional é básico para quem exerce a função de Gestor de Pessoas não só no mundo corporativo, como também para o dia-a-dia de nossas vidas. Quantas desavenças poderiam ser evitadas se fosse exercitada a tolerância, por exemplo, que faz parte do escopo da Inteligência Emocional.

Todos que exercem funções de liderança, de gestão de equipes, deveriam se aprofundar nesse assunto e se preparar para exercitar com habilidade o seu lado emocional. Existem no mercado diversos livros sobre o assunto, sendo o autor mais conhecido, o psicólogo norte americano Daniel Goleman.

Sabemos que pessoas hoje constituem o maior entrave para o crescimento das empresas, principalmente os mais jovens que não possuem capacidade de suportar o menor sofrimento emocional, levando-os muitas vezes a uma seqüência de pedidos de demissões. O Gestor tem que estar atento a isso a fim de promover o trabalho emocional necessário para manter sua equipe.


Educação Emocional deveria ser incluída como tema de treinamento constante nas empresas, vindo assim a possibilitar que as pessoas, o principal recurso organizacional, possa ser entendido e desenvolvido cada vez mais em sua totalidade.

Além de melhorar a qualidade das relações, a educação emocional evita desgastes, evitando o aparecimento de doenças psicossomáticas. Um time saudável física e emocionalmente é essencial para gerar sinergia contribuindo assim para o crescimento e a sobrevivência da empresa. Gestores se liguem!




Na sua opinião, qual o papel do Gestor de Pessoas nas Corporações?


Seu papel principal é agregar as pessoas, aplicando-as da melhor forma possível, promovendo sua capacitação, reconhecendo-as, incentivando-as de modo a mantê-las entusiasmadas. Para isso o Gestor deve desenvolver suas habilidades de liderança e deve exercer uma boa comunicação em todos os níveis da organização. Ele deve estar alinhado com o pensamento estratégico da empresa e ter a anuência de todos os diretores, gerentes, supervisores, o que é um grande desafio.


O lado humano das corporações muitas vezes é esquecido porque os gerentes estão preocupados excessivamente com suas metas e são levados somente pelo lado técnico, esquecendo-se de que o que move a máquina são pessoas e pessoas têm emoções, sentimentos, necessitam de reconhecimento, capacitação, incentivos... e, principalmente, saber para onde estão indo (visão, missão...).


O Gestor de Pessoas deve estar pronto para lidar com as diferentes formas de comportamentos, sabendo aproveitar o melhor de cada funcionário, procurando desenvolver e aproveitar seus talentos.


Deve estar ligado no nível de felicidade de seu time. Com um time entusiasmado e feliz não existem barreiras que não sejam vencidas.


Um estudo realizado pela Universidade de Ilinois (EUA) revelou que 95% das pessoas querem seis coisas para ser felizes no trabalho:


1. Desafios
2. Perspectiva de crescimento
3. Reconhecimento
4. Integração da equipe
5. Sentir-se útil
6. Ter um líder respeitado
(Revista Carreira&Negócios -nº15)

O Gestor de pessoas deve periodicamente verificar o nível de satisfação de sua equipe através de pesquisas e entrevistas. Para isso saber ouvir é fundamental. Com esses resultados, ele deve se empenhar para resolver as angústias de sua equipe, buscando o compromisso de toda a organização (diretores, gerentes, etc), senão seu trabalho estará fadado ao fracasso.



Quais os principais requisitos para ser um bom líder?


Líderes não mandam, líderes inspiram e movem suas equipes em direção a um objetivo de forma voluntária. São fundamentais nas organizações.


A boa notícia é que você não precisa nascer líder, pode ser preparado e para isso estudar o comportamento humano e se tornando um expert no assunto. Mas antes de tudo você deve conhecer a si mesmo...autoconhecimento é a base para começar qualquer trabalho com pessoas.


Outros requisitos importantes para um bom líder são:

1.Comunicação - fundamental para o líder conduzir voluntariamente seu time a realizar as tarefas que levem ao cumprimento da missão,

2.Transmitir Confiança e Credibilidade- deve inspirar isso para sua equipe, ou seja a equipe não questiona, segue o que ele diz que é o melhor, acreditando.


3.Orientar e ajudar as pessoas- um líder deve ser antes de tudo uma pessoa que está disposta a resolver problemas ou orientar as pessoas na solução dos problemas. Para isso disponibilidade é fundamental. Um líder tem que estar disponível para sua equipe.

4.Capacidade e habilidade para treinar, treinar, treinar... pessoas.


5.Saber ouvir - Um líder deve ter uma percepção aguçada para captar o que necessita sua equipe, em grupo ou individualmente. Para isso saber ouvir é fundamental... ouvir estando presente naquele momento, criando empatia, dando feedback.

6.Entusiamo - ser entusiasmado o suficiente para inspirar pessoas a realizar ações que conduzam à missão da empresa ou organização.


7.Reconhecer um bom trabalho ou uma atitude nobre- para isso deve sempre fazer uso do elogio sincero como ferramenta de estímulo aos subordinados.


Justiça – Cuidado! Esse é outro requisito básico para se exercer a liderança. Para isso o líder deve estar atento aos “puxa-saco” para não aparentar preferências a quem quer que seja.


Inteligência Emocional - como já falamos é um requisito fundamental, não só para ser um bom líder na organização, mas também no nosso dia-a-dia na vida social, na família, no trânsito, na praia, etc. Nas relações interpessoais e nas empresas normalmente têm mais sucesso, aqueles que conseguem suportar com mais tranqüilidade os momentos de “engolir sapo”, ou entender o outro num momento difícil. Aliás entender o outro é aceitá-lo como ele é sem julgamentos. Tão difícil isso! Somos todos juízes...mas um dia chegamos lá.


Ah! Ia esquecendo! Sr. Líder... atenção ao BOM-HUMOR!!!




Carlos Alberto Guerra


*Carlos Alberto Guerra é Diretor de Novos Projetos da rede Camarão & Cia. É Engenheiro Mecânico com Mestrado em Administração, professor de Marketing e Logística e consultor da BlueOcean Consultoria.